Em casa
Jantar: peixe com batatas e legumes
Os putos: "ó mãe, bhlaccchh!!!! Não quero!!!!"
Na escola / ao regressarem do atl
Eu: Então, o que foi o almoço?
Ambos, em sintonia: "uma delícia!!! Peixinho com batatas e legumes!"
Really? É do fogão? Do tipo de batata? Ou apenas embirração pura??????
Bipolaridade com a comida
Apetece-me fazer serviço público
E ajudar o Governo. A nível de novos impostos e "aumentos" de receitas.
Neste último ano, temos assistido a um enorme "esforço" por parte dos vários Ministérios em conseguir acompanhar os objectivos da Troika. Algumas cabeças (civis) imaginam que, a par do que acontece com 90% das famílias, também o Governo deveria reduzir despesas (juntamente com algum aumento de receitas) para poder fazer face à sua parca economia. Mas claro que as mentes iluminadas que nos representam acreditam que conseguem os seus objectivos aumentando a carga fiscal nos (cada vez menos) contribuintes. O que os leva constantemente a um aumento ora da segurança social ora do irs ora do iva. E, por mais voltas que dêem, o resultado é sempre o mesmo - e o descontentamento também.
Ora eu compreendo que, se o Governo acredita que consegue fazer face ao estabelecido pela Troika apenas aumentando receitas (a curto prazo) e não tentando reduzir as despesas, então está na altura de nós (eu), contribuintes, contribuirmos não só com o cada vez menor rendimento mas também com novas ideias para novas taxas e impostos.
Daí que, em menos de 10 minutos (em plena IC19, a caminho de casa), me lembrei de novas alternativas para um rendimento rápido e "eficaz" para os cofres do Estado. Por isso, sugiro entre outras ideias:
1. Imposto sobre o desemprego
É inadmissível que, nos dias que correm, haja pessoas que se dão ao luxo de estarem desempregadas (e assim tentarem livrar-se dos impostos afectos aos empregados). Como tal, deveria haver uma taxa (de uns 10% mensais sobre o seu último rendimento declarado ou, na falta deste, sobre o valor dos seus bens) sobre os desempregados (por iniciativa própria ou por vontade da ex-entidade patronal). E como é que seria aplicada? Penhorando contas bancárias, subsídios, ou novos rendimentos assim que eles surgissem - até que a dívida ficasse saldada
2. Taxa de consumo
Eu sou do tempo em que ouvi os meus pais ou avós a falarem do tempo em que eles tinham de dividir uma sardinha para cada 3, ou que apenas provavam canja de galinha quando alguém estava para morrer. E eles (os pais ou avós) sobreviveram. Por isso, tudo o que fosse adquirível em supermercados para lá do pão, manteiga e latas de atum, deveria ter uma sobretaxa de consumo. Ou seja: em vez de um bife custar, p.ex, 1.50€, passaria a custar o dobro, sendo que o valor em excesso iria diretamente para os cofres do Estado. Desculpem lá, mas ninguém morre de fome a alimentar-se de pão com manteiga e latas de atum - o que faz com que, consequentemente, uma refeição composta por arroz com bife (p.ex) seja sinal claro de novo-riquismo e uma quase luxúria. Pague-se pois por este luxo.
3. Selo de transporte
Quem utiliza um veículo automóvel deve ter a consciência prévia que, antes de conduzir, houve quem se preocupou (e investiu) em estradas, portagens, combustíveis,.... ao mesmo tempo que as empresas público-privadas de transportes viram os seus rendimentos decrescerem só porque o utente se sentiu no direito de ter um transporte só para si. Desta forma, todo o titular de transporte próprio (automóvel, mota, bicicleta, patins), deveria pagar um selo anual corresponde a 50% do valor de mercado do seu meio de mobilidade. A ver se o povo não voltava a utilizar a Carris ou a CP!!!!!
4. Lei do maior número de compras
Toda e qualquer entidade que fornecesse bens ou serviços, entraria num sistema de "quanto mais declarares menos descontos fazes" (tendo em conta o seu código de actividade e área de influência). O que levaria a que - se um consumidor que declarasse um ordenado de 500€ (p.ex) adquirisse compras, num determinado mês, de 501€, não só teria de se haver com o fisco (malandro, que andas a receber por fora!) como teria de pagar um contributo de "mais-valia não esperada". Desse contributo extraordinário, uma parcela poderia ir para as entidades que declararam transações com tal contribuintes (com forma de recompensa por denunciarem as compras desse mesmo consumidor-prevaricador)
5. Tototaxa (a melhor de todas)
Com o apoio da Santa Casa, a Tototaxa seria sorteada semanalmente (aos domingos, p.ex) e transmitida em direto por todos os canais de televisão nacionais. Aproveitando a mesma dinâmica do antigo sorteio das lotarias, haveria 9 meninas junto a tômbolas com dígitos, que todos os domingos "cantariam" o número de contribuinte que, nessa semana, iria pagar um imposto suplementar. Assim:
- seria sorteado um número de contribuinte por semana
- o infeliz contemplado teria de, no espaço de 2 dias, depositar nos cofres do Estado, um prémio de 1000€
- os infelizes contribuintes cujo último dígito fosse igual à chave "vencedora", deveriam, no espaço de 2 dias, depositar nos cofres do Estado um prémio de 10€
- se, na 5ª feira posterior ao sorteio, houvesse algum "perdedor" que não tivesse contribuido com a sua parte, seria anunciado em todos os telejornais um mandato de "captura" - sendo que o contribuinte que 1º o denunciasse, receberia metade do prémio em dívida (no fundo, uma forma de incentivar a denúncia)
- se, ainda assim, ao fim de uma semana, não se tivesse conseguido apanhar o pagador em falta, o prémio acumularia para o domingo seguinte - e o próximo sorteado não teria de pagar 1000€ (p.ex), mas antes o dobro
Até já estou a imaginar:
Domingo, 19.55h (antes das notícias), aparecem 9 meninas todas vestidas de igual, em que uma a uma vão cantando os números que saiem: " 2....1....0....2...4......5...4...2.....1!" "210245421" "são mil euros!!!""" E o contribuinte 21024521 entra em estado de choque pelos 1000 euros que tem de pagar, e todos os contribuintes cujo número de identificação termina em 1 ficariam a suspirar pelos 10€ que teriam de pagar.....
Melhor ainda: a Santa Casa poderia inclusivé utilizar o famoso jingle do Totobola e adaptá-lo à seguinte letra:
TotoTaxa semanal
Pra lixar o pessoal
Sorteia o NIF
que lá terá de desembolsar
Boa Sorte!
Paga ou raxa!
É o TotoTaxa!
Que tal, Sra. Maria Luís??? Gosta destas ideias?
Como é, Coelhito??? Parece-lhe bem???
Fica apenas um alerta.... estas ideias já têm direitos de autor!!! Quanto é que quer pagar por elas?
El Desperado
Há um tipo de homens que, volta e meia, aparece em grande escala na nossa sociedade. Tal como animais migratórios ou mesmo pragas de insectos (mal comparado, né?), sazonalmente esvoaçam e poisam à nossa volta, não nos largam, e se um se afasta aparecem logo 2 ou 3 para ocupar o seu lugar. Esses homens são "El Desperados".
Este género de machos caracteriza-se muito facilmente: está na casa dos 30 / 40, anda à procura de uma relação "longa e séria" mas ainda sofre com o fim da relação anterior. O que o leva, inevitavelmente, a ter uma série de comportamentos típicos e sintomáticos:
- assume que uma troca de telemóveis e aceitação, da parte da conhecida / nova amiga, em ir sair, é já pressuposto para encontros sucessivos e constantes
- ao fim de 1 ou 2 saídas (no máximo), trata a amiga / ou conhecida por "Môre"
- é um depressivo em grande escala. A vida é sempre escura, triste, fria
- é um poeta ainda desconhecido mas com excelente potencial ("A vida só se ilumina se encontrarmos o verdadeiro amor. Até lá tudo não passa de uma tonalidade de cinzas e cores sisudas que o destino insiste em utilizar para dar cor aos nossos dias")
- assume que 2 saídas seguidas é sinónimo de namoro, relação, compromisso, com direito a conhecer toda a família e amigos da outra parte
- na 2ª saída começa a fazer planos a longo prazo, assumindo desde logo que o compromisso está para durar ("pró ano não gostavas de ir até Sevilha?")
- na 2ª saída, ainda, assume que os filhos da outra parte o verão quase como que um tio ou segundo pai ("os miúdos adoram-me, faço imenso sucesso com eles, vais ver")
- se ele não tem filhos mas a amiga / conhecida já é mãe, informa desde o primeiro minuto que "eu também ainda gostava de ter um filho, pelo menos!"
- consegue enviar um mínimo de 5 mensagens por hora, para a mesma destinatária, sendo que a comunicação entre mensagens é algo do género:
- (19h) "olá, logo queres ir beber um café?"
- (19.07h) "olá, não sei se recebeste a mensagem que mandei há 10 mins, sabes o meu tlm está com alguns problemas. lol. Logo queres ir beber um café?"
- (19.25h - ante a falta de resposta da nossa parte. Nem lhe passa pela cabeça se nós tivemos ou não tempo ou possibilidade de ver as mensagens entretanto recebidas) "está tudo bem contigo?"
- (19.44h - nós chegamos da natação ou outra actividade qualquer e reparamos que temos mensagens não lidas, enquanto vamos recebendo mais uma, do género) "passa-se alguma coisa? estás zangada comigo?"
- (19.47h - para eles, assim que recebemos uma mensagem deles devemos parar tudo o que estamos a fazer e responder de imediato) "pronto, não te chateio mais! Já percebi que estás demasiado ocupada para me responderes"
- (22h) "só para te desejar uma boa noite"
- (23h) "tenho saudades tuas. Desculpa se estou a abusar. Amanhã queres ir beber um café?"
"El Desperado" é a carência em excesso. É o que se costuma designar por "melguice crónica". E está atualmente em força aí pelas ruas e bares do nosso país. Pode ser que, com a mudança de estação que estás prestes a começar, haja novamente um maior equilíbrio entre este tipo de homens e os outros (os que nos dão uma dor de cabeça - mas pelo lado positivo!!!).
A pílula da refeição seguinte
Já que a Indústria Farmacêutica investiga tanto, analisa tanto, procura tanto, e inventa tanto medicamento e creme e pílulas mais ou menos milagrosas, devia também (e isso sim, com o apoio total do Estado e das ONGs espalhadas pelo mundo fora) criar a pílula da refeição seguinte.
À semelhança da pílula do dia seguinte, só deveria ser tomada em situações extremas (um casamento, jantar de Natal, aniversário,...), no máximo 1 ou 2 vezes por mês, e sim, poderia ter efeitos secundários como enjoos, vómitos, cólicas e até mesmo alguma prostação. Aliás, estes efeitos secundários até deveriam ser primários, para que de uma próxima vez que alguém quisesse ingerir mais calorias do que realmente necessita, o corpo lhe desse uma valente lição (o aumento de peso não é uma valente lição, é um fardo pesado para a pessoa, que passa a ocupar mais espaço, e para a carteira, que passa a ter mais espaço pois o dinheiro dentro dela será canalizado para a compra de novas roupas, 1 ou 2 números acima).
Assim, depois daquela jantarada da noite anterior (com muitas entradas, pratos principais, sobremesas, vinhos e licores), no dia seguinte a pessoa iria até à farmácia mais próxima. Para fazer a compra da dita pílula, teria de deixar os seus dados pessoais, ficando consequentemente registado numa base de dados (e que impediria de comprar mais de 2 tomas por mês). Depois, ao chegar a casa tomaria o comprimido milagroso, e passaria as horas seguintes a sofrer (com dores de estômago, problemas intestinais, fosse o que fosse), enquanto o corpo rejeitava literalmente as calorias ingeridas no dia anterior. O que faria, por fim, essa mesma pessoa a pensar seriamente se voltaria a valer a pena ter uma atitude de glutão perante a comida.
Claro que este sistema, per si, não provocaria emagrecimento (tal como a outra pílula não garante o fim das gravidezes). Claro que os outros produtos para emagrecimento à venda no mercado continuariam a ter a sua clientela. E claro que haveria muito boa gente a continuar a comer como se não houvesse amanhã.
Mas digam-me lá se esta não seria uma excelente ideia??
A vingança do chuveiro
Enquadramento:
Estou há quase 2 anos nesta casa, e há quase 2 anos a esta parte que reconheço que o chuveiro que tenho não presta. É uma porcaria pegada. O dito tem as buchas soltas, eu tenho de o agarrar all the time, precisa sempre de uma mãozinha (literalmente), não faz minimamente o papel de chuveiro. E por muitas vezes me faz ponderar a vontade de regressar à assoalhada em frente (vulgo casa-de-banho grande) para tomar banho em formato "imersão".
Tanto me queixei que o mesmo se ressentiu. Eu realmente que o notava um pouco mais arisco, mais complicado a temperar a água (ou era água demasiado quente ou demasiado gelada), mas sempre calculei ser uma questão de amuo. Até hoje.
Cenário:
Chegamos a casa depois de um dia de praia, encalorados e areados q.b., a precisar de um bom banho. Ante a vontade dos piolhos ("mãe, é um de cada vez!"), a miúda lá entra no chuveiro, pronta para uma chuva de água que lhe limpe o corpo e alma de areia, calor e sabe-se lá mais o quê.
E é nesta altura que o chuveiro se vinga.
Estando o mesmo no seu poiso habitual, e aproveitando o facto de as minhas mãos estarem ocupadas a lavar o cabelo da miúda, o chuveiro mexe-se e posiciona-se na posição única que permite, de uma só chuveirada, alagar a casa de banho e corredor contíguo (ele, o chuveiro, sabia perfeiamente que a porta estava minimamente aberta).
Com a chuveirada pela protecção de chuveiro fora, a miúda grita com a força da água. O corredor alaga-se. O gato escorrega e cai. O puto escorrega, cai e desata a chorar porque "deslocou" o ombro. A miúda grita por simpatia e exige sair do chuveiro. E eu desato-me a rir, com o caricato da situação.
Resultado?
O puto ficou com o ombro enroxado. O gato passou a bufar por tudo e por nada. A miúda recusa-se a tomar banho, para já. E eu passei os últimos minutos (quase hora) a lavar a casa de banho, corredor e paredes, pois sempre que estou quase a terminar esta tarefa, um dos 3 passa e deixa marca de pegadas na casa de banho, ou corredor ou paredes (o gato, neste caso)..
Esta foi a vingança do chuveiro face às minhas reclamações. Mas eu também tenho as minhas: Sr. Eduardo, amanhã irá receber uma chamada minha!
Genética
No ano passado, quando a miúda foi à consulta anual de pediatria, pesava 26 quilos. Um ano depois, na consulta anual, pesa 27 quilos. Aumentou, portanto, 1 quilo inteirinho no espaço de um ano. Ou, em termos de média, sofreu um acréscimo médio mensal de 83,33 gramas.
O que se prova que ela tem realmente os mesmos genes da mãe - mas na proporção inversa.
A miúda demora um ano inteiro a ganhar mais 1 quilo de peso.
Eu demoro um ano inteiro para conseguir perder 1 único quilo.
Englishmen on vacations!
Salvo honrosas exceções, descobri esta semana que os britânicos (homens) que vêm passar férias ao nosso país se podem dividir em 3 tipos:
1) os Totós
2) as Divas
3) os que sofrem do "Síndroma Nenuco"
1) Os Totós
Tal como o nome indica, são os totós da família. Ou nerds. Ou meros tímidos. Reconhecem-se pelas meias brancas por baixo das sandálias, e muito raramente entram na piscina ou no mar. Estão sempre com um portátil ou Ipad debaixo do braço e, físicamente, lembram o Wayne Rooney (dada a largura do pescoço), ou o Bill Gates (se usarem óculos). Não conseguem desejar um "bom dia" sem que ganhem todas as tonalidades possíveis do magenta e grunhem apenas algo parecido com "mouning"
2) as Divas
Mundialmente conhecidos, os ingleses-divas são muito mais que gays. São gays em versão excessivamente feminina, tudo para eles é motivo de plumas e braços no ar e ancas a dançarilhar... Adoram Madonna, Mika, Lady Gaga, George Michael, Lady Gaga, e tudo o que seja ícone homo dos anos 80. Quando te vêem soltam sempre um leve grito e fazem constantemente questão de te elogiar o cabelo - ou o vestido - ou a sombra dos olhos.... Dançam como poucos, e a sua voz fina e delicodoce deixa-te sempre boquiaberta.
3) os que sofrem do "Síndroma Nenuco"
É a espécie em maior expansão. Começam ainda em pequenos a ser devidamente caracterizados: bebés de meses que já vestem roupa para 4 / 6 anos, são uma mistura de nenucos com bonecos michelin. De tal forma que dão toda uma nova cor à expressão "obesidade infantil". Quando chegam à maioridade, atingem a fase action man: tatuam todos os braços, pernas e costas (pelo menos), "carecam-se", colocam cara de maus e passam a destinar 90% do seu dia ao ginásio. Aos 40, com filhos a braços e a barriga a ser tomada de assalto pelo excesso de cerveja, tornam-se os Barneys (na versão "no-hair") da terra de Sua Majestade: carecas, flácidos e barrigudos. Terminam os seus anos "feios, porcos e maus".
Durante cerca de 1 semana tive a oportunidade de observar estas espécies, que andam à solta pelo nosso algarve (e zonas turísticas nacionais) sobretudo nos meses de verão. Agora sim, finalmente percebo porque é que as britânicas, quando vêm cá passar férias, ficam tão "desorientadas" com os nossos locais!










